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Mobilização Nacional e Militar é tema de plenária da ABIMDE

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23/05/2024 10:37

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) realizou no dia 7 de maio, mais uma edição de sua reunião plenária mensal. Neste encontro foi destacada a importância da integração entre as indústrias do setor e as Forças Armadas, tema da palestra sobre mobilização, além das atualizações da ABIMDE e das boas-vindas às novas associadas. 

A reunião presencial foi realizada na sede da ABIMDE, em São Paulo, mas também pode ser acompanhada on-line. Na abertura, o presidente do Conselho Diretor, Dr. Roberto Gallo, falou sobre a tragédia no Rio Grande do Sul e sobre a necessidade de solidariedade e mobilização.

“Este acontecimento é uma demonstração da força maior da natureza, mas também de um descaso e da falta de pensamento estratégico no país. Temos que aproveitar essa tragédia para tentar reformar as nossas instituições, particularmente, aquelas que têm a responsabilidade de poder público e devem agir de forma estratégica”, defendeu.  

Na sequência teve início a palestra “Mobilização Nacional e Militar”, ministrada pelo Capitão de Mar e Guerra (CMG) (RM1) Paulo Sergio Camillo de Toledo, representante da chefia de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

Na apresentação, Toledo mencionou a importância da integração entre as áreas coligadas à defesa e a Defesa Civil, ressaltando a dualidade de funções e a necessidade de alinhamento e cooperação entre as instituições. A mobilização, que é uma atividade essencial para o país, parece ainda não ter a percepção necessária por parte da sociedade, conforme apontado durante explanação.

O capitão explicou que é preciso conhecer sobre mobilização para entender sua importância para o país, qual seja: o conjunto de atividades planejadas empreendidas pelo Estado complementando a logística nacional. “Se o item, se a necessidade pode ser atendida como um item de prateleira nós não temos mobilização, no entanto, se não está disponível, se não atende as necessidades, aí sim, temos que acionar a mobilização”.

Outro ponto abordado foi com relação a legislação vigente sobre o tema. Ações de mobilização atualmente são acionadas diante de uma agressão estrangeira. Todavia, propostas estão sendo discutidas para alterar a Lei de Mobilização, substituindo o texto de agressão estrangeira por situações emergenciais, o que permitiria uma resposta mais ágil e efetiva em casos como desastres naturais, exemplificados pela recente tragédia no Rio Grande do Sul.

O palestrante também falou sobre o conceito de mobilização militar voltada exclusivamente para o atendimento das necessidades das Forças Armadas, e a importância do planejamento baseado em capacidades, uma filosofia que aponta para a necessidade de construção de capacidades estratégicas.

Outro tema relevante foi o Sistema de Mobilização Nacional (SINAMOB), que envolve diversos órgãos do governo federal e é essencial para a execução da mobilização. A estrutura do SINAMOB, que até o momento foi pouco utilizada devido às limitações legais, demonstrou sua eficácia durante a pandemia de COVID-19, quando medidas dignas de uma mobilização foram tomadas informalmente.

Toledo concluiu sua apresentação falando sobre um novo sistema de cadastramento de empresas de interesse da mobilização, que visa facilitar a identificação e o contato com empreendimentos que possam contribuir em situações de mobilização nacional.

Atualizações ABIMDE

O general Mattioli iniciou as atualizações da ABIMDE destacando os últimos eventos em que a Associação esteve envolvida, seja como organizadora ou participante. “Nós estamos fazendo um esforço bastante concentrado tentando racionalizar e otimizar cada vez mais, ser mais efetivos nos nossos eventos”, exemplificou.

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Entre eles, destaque para a participação brasileira no Defence Service Asia Exhibition and Conference (DAS), com o Espaço Brasil coordenado pela ABIMDE em evento na Malásia, e o workshop sobre a Reforma Tributária, realizado no último dia 24 de abril.

Na sequência, a palavra foi concedida ao Presidente do Comitê da Indústria de Defesa de Santa Catarina (CONDEFESA), da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Cesar Olsen, que falou sobre o SC Expo Defense e sobre a tragédia no Rio Grande do Sul (RGS).

Olsen fez uma importante consideração sobre defesa nacional: “A Defesa Nacional depende da indústria local e a participação da sociedade como um todo. Quem vai defender os nossos valores, fronteiras, indústrias, tecnologias, e economias somos nós, a sociedade civil, com a sociedade militar, se me permitirem tratar como sociedade militar”, pontuou.

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A SC Expo Defense será um encontro entre empresas brasileiras e italianas com representantes dos Ministérios da Defesa da Itália e do Brasil para identificar oportunidades de intercâmbio, parcerias e novos negócios. O evento será realizado nos dias 16 e 17 de maio na sede da FIESC.

A programação do Diálogo de Indústrias de Defesa com representantes italianos pretende fortalecer a cooperação bilateral na área de defesa entre Brasil e Itália, promovendo a troca de informações, tecnologias e oportunidades de negócios entre as Bases Industriais de Defesa (BID).

Mostra BID Brasil 2024

A Mostra BID Brasil, evento considerado o mais importante do setor de defesa, foi um dos destaques da exposição do general Mattioli. O evento, que funciona como uma vitrine para as capacidades brasileiras nas áreas de defesa e segurança, contará com apresentações e discussões programadas para gerar demandas e potencialidades para as empresas associadas. 

A organização do evento está com as vendas avançadas, com a maioria dos espaços já ocupados por empresas que demonstrarão suas inovações e tecnologias em dezembro, em Brasília.

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Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber

A seguir, a palavra foi concedida ao representante do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), Dr. Rodrigo Jonas Fragola, que falou sobre seu contato com a ABIMDE com a intenção de se aproximar das empresas de defesa em cibersegurança, já que, segundo ele, tecnicamente não há relação com defesa.

“Pelo menos é o que passa na cabeça da maioria das pessoas. Mas não acredito que seja possível falar em defesa cibernética sem envolver a indústria, as empresas privadas e suas capacidades. Estou há 26 anos do mercado de cibersegurança, acompanho algumas empresas que fazem um trabalho fantástico nesta área”, disse.

O Dr. Fragola afirmou que sua missão é alinhar as necessidades governamentais, as necessidades de defesa, as necessidades das empresas em estratégia que está sendo construída. 

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O CNCiber foi criado no âmbito da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de Governo e possui a finalidade de orientar a atividade de cibersegurança no País. Dentre suas competências, se destacam a proposição de atualizações para a PNCiber, a Estratégia Nacional de Cibersegurança e o Plano Nacional de Cibersegurança; avaliar e propor medidas para incremento da segurança cibernética no País; formular propostas para o aperfeiçoamento da prevenção, da detecção, da análise e da resposta a incidentes cibernéticos; dentre outras.

Ele explicou ainda que o Comitê Nacional de Cibersegurança criou uma diretoria de cibersegurança e defesa. “Assumi esta diretoria e estou fazendo um trabalho junto à ABIMDE. Minha intenção nessa reunião era me apresentar e me colocar à disposição da entidade e dos associados”, finalizou.

Novas associadas

Nesta edição da reunião plenária foram recebidas seis novas associadas. As que estiveram presentes na sede da ABIMDE receberam um pin personalizado, entregue pelo general Mattioli.

Arm Engenharia e Tecnologia